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| Ramses
II El
reinado de Ramses II posiblemente sea el más prestigioso de la historia egipcia.
Ramses nace hacia el año 1326 a.C., accede al trono imperial hacia 1301 a.C. y
muere alrededor de 1234 a.C. por lo que se trata también de uno de los reinados
más largos. Gobernó sobre un mundo en plena transformación lo que hace más interesante
este momento histórico. REGIONAL
INDEX: EGYPT INDEX
OF RESOURCES FOR THE STUDY OF ANCIENT EGYPT, INCLUDING THE TERRITORY UNDER THE
CONTROL OF THE MODERN STATES OF EGYPT AND SUDAN, AND PART OF LIBYA. A project
and publication of The Research Archives of the Oriental Institute, Chicago. The
Egyptian Museum The
Egyptian Museum You are visitor number since May. 17, 1999 [Description|] Address:
Maydan El Tahrir. THE
GIZA PLATEAU MAPPING PROJECT (GPMP) Neste
site é possível visitar a Esfinge, as Grandes Pirâmides egípcias e os templos
e túmulos a elas associados em modelos computadorizados, de grande beleza. Do
Instituto Oriental da Universidade de Chicago, USA. (Em Inglês) The
Seven World Wonders Como
o nome já diz, as sete maravilhas do mundo antigo são o tema deste site, que,
além de indicar a localização, conta a história e descreve cada maravilha. Tem
ainda ilustrações, mapa e links relacionados - (em inglês). Theban
Mapping Project Para
conhecer mais sobre o trabalho dos arqueólogos no Egito, vale acessar esse site,
que dá informações sobre os sítios arqueológicos na região onde ficava Tebas,
antiga capital do Egito. Com mapas, passeios virtuais . (em inglês, francês e
alemão). Você
sabia que....
Curiosidades.
Saiba um pouco mais sobre a cultura do Egito Antigo (faraônico) e Moderno (árabe).
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| HIERÓGLIFOS
Durante quase 15 séculos,
a humanidade olhou fascinada para os hieróglifos egípcios sem lhe entender o sentido.
Os sacerdotes egípcios do século IV de nossa era foram os últimos homens a utilizar
essa linguagem. Eles, mantendo a linguagem tão fechada, fizeram com que o significado
dessas mensagens se perdessem. Os Europeus da época, e posteriormente, pensavam
que os hieróglifos eram instrumentos místicos de algum rito demoníaco. HIERÓGLIFOS
(SEM MISTÉRIO)
Durante milhares de
anos, o significado da escrita hieroglífica permaneceu um mistério ,ninguém conseguia
decifrar os símbolos antigos do Egito. Em 1799, o engenheiro francês Pierre Bouchard
desenterrou uma placa de basalto preta enquanto construía um forte na cidade de
Rosetta, no Nilo. Índice
dos Povos Do Egito
Índice dos Povos Do
Egito Árabe Egípcio Árabe Iemenita Árabe Palestino Árabe Sudanês Beduíno Bérber
Arabizado Bisharin (Ababdah) Dongolawi Nubian Fedicca-Mahas Nubian Ghagar Rom
Cigano Halebi Cigano (Nawari) Núbio Arabizado Siwa. Mapas
Históricos Veja
os mapas históricos . O MUNDO ANTIGO - EGITO E SINAI - A DIVISÃO DAS TRIBOS -
OS REINOS DE SAUL, DAVI E SALOMÃO - OS REINOS DE ISRAEL E JUDÁ - O IMPÉRIO ASSÍRIO
- IMPÉRIOS BABILÔNICO, PERSA E GREGO - O IMPÉRIO ROMANO NOS TEMPOS DE CRISTO -
O RELEVO DA PALESTINA , e outros. Mummies
of Ancient Egypt Saiba
como era o processo de mumificação, o significado dos hieroglifos e muito mais
sobre arte e cultura do Egito antigo. Ótimas ilustrações. Em inglês. O
Antigo Egito
A FORMAÇÃO
DO ESTADO EGÍPCIO (5000/3000 a.C.) O Egito está situado no nordeste da África,
entre os desertos de Saara e da Núbia. É cortado pelo rio Nilo no sentido sul-norte,
formando duas regiões distintas: o Vale, estreita faixa de terra cultivável, apertada
entre desertos, denominada Alto Egito; o Delta, em forma de leque, com maior extensão
de terras aráveis, pastos e pântanos, denominado Baixo Egito. Autores: Fábio Costa
Pedro e Olga M. A. Fonseca Coulon. O
Fascínio do Antigo Egito Dados
muito interessantes sobre o antigo Egito: vida cotidiana dos antigos egípcios,
culto aos animais, panteão egípcio e muito mais. Fartamente ilustrado. Perfumes
A História dos Perfumes-
A utilização das fragrâncias nas civilizações antigas como Grécia, Egito, Roma
e India. Piramides
de Gise
Piramides de Gise,
Egito, Viagem as Piramides, Queops, Quefrem e Miquerinos, Faraos do Egito. Dois
mil e trezentos anos atras quando e como foram construidas. ( Em Inglês
) Ramsés
II Biografia;
breve história do Egito; deuses e deusas do Egipto.
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| Curiosidades
do Egito Aspectos
curiosos da cultura egipcia. CLEÓPATRA.BEDUÍNOS.DESERTO . OÁSIS.ESCARAVELHO. PIRÂMIDES. egipto.com
O museo egipcio no
Cairo. Aqui estão dados detalhados sobre seus faraós, as dinastias,
as pirâmides e mais 120.000 peças em exposição. Com
fotos e bons atalhos para outros locais, o endereço é de fácil
navegação. egiptomania.com Todo
lo necesario para aprender . Egito
Antigo Site
sobre o Egito na época dos grandes faráos. Super Ilustrada. Atualizada. Egito
Antigo A
Magia da Civilização Egípcia (Khemi) é especial e
única no mundo. Seus conhecimentos sobre o mundo dos mortos e dos mistérios
dos céus, tornaram os egípcios os verdadeiros precursores da Era
de Aquarius. Afinal, o nascimento do Egito ocorreu num signo de AR, assim como
a Era na qual estamos entrando agora. El
Antiguo Egipto en la novela histórica Novelas
históricas, historia, religión, cronología y enlaces en castellano sobre el antiguo
Egipto. ¿Qué poder tiene el antiguo Egipto para atraer con su historia, misterios,
mitos y leyendas a la mente más racional? Cualquier camino que nos acerque, aunque
sea de forma aproximada, a su esencia es bueno, si se aprende a caminar... el
poeta lo dijo: Caminante no hay camino; se hace camino al andar. El
maravilloso mundo del Antiguo Egipto
Creo que la magestuosidad
del antiguo Egipto no se puede expresar con palabras, y si te fijas bien, el legado
que nos han dejado lo dice todo. Cierto es que no nos ha venido mal una ayuda
por parte de sus escritos (jeroglíficos). Y..... por Osiris!!!! que ayuda eh.
Gracias a ellos sabemos como se llamaban, a que se dedicaban, cuantos hijos tenían,
sus problemas, que comían, en general......la vida cotidiana de los antiguos egipcios.
Faraó
Historia do
Antigo Egito, com cronologias, dinastias, os Faraós e muito mais.
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:: Enviado por E G Í P C I O HaTsEpSuT- 20:41:23 ::
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| A
MONARQUIA EGÍPCIA A
sociedade do Egito Antigo encontrava-se dominada pelo FARAÓ e por uma aristocracia
hereditária, formada pela família real, pelos altos sacerdotes, funcionários e
chefes militares. Autores: Fábio Costa Pedro e Olga M. A. Fonseca Coulon A
RELIGIÃO EGÍPCIA As
raízes da religião egípcias encontram-se nas aldeias neolíticas, anteriores à
organização do Estado. Como a maioria dos povos primitivos, os primeiros egípcios
tinham uma atitude de respeito em relação aos fenômenos da natureza- o Sol, a
Lua, o Nilo - e às características marcantes dos animais - a ferocidade do leão,
a força do crocodilo. Autores: Fábio Costa Pedro e Olga M. A. Fonseca Coulon.
Alexandria Este
site é uma fantástica introdução à história e cultura da Alexandria, "a pérola
brilhante do Mediterrâneo". Construída por ordens de Alexandre - o Grande, no
terceiro século a.C, ela ainda é a segunda maior cidade do Egito e um grande centro
cultural mundial. Alexandria
Underwater
explorer Franck Goddio first began to 'dive' for the lost Royal City back in the
eighties, using historical documents as his guide. He gathered valuable information
about marine archaeology before embarking on his quest in Egypt. Having held key
positions with international organizations and various governments, he went on
to become an expert in his field after conducting his first studies in marine
archaeology in Asia. Amigos
de la Egiptologia La
Egiptología en Castellano, pretende concienciar a todas las personas e instituciones,
de que la información que sea publicada, realizada o transcrita, sea confeccionada
también en lengua castellana. La misión de este ring es la de facilitar la navegación
a todos aquellos internautas interesados en los temas relacionados con la Egiptología,
pudiendo ser utilizado a modo de índice temático. "Amigos de la Egiptología",
es una idea original de Víctor Rivas (Barcelona, España) Amigos
da Egiptologia
Site sobre a egiptologia,
o Antigo Egito, os deuses, a sociedade e a vida dos antigos egípcios . Antiguidades
Egípcias
As obras primas da
coleção das Antiguidades egípcias. Museu do Louvre. Antiguidade Cronologia
dos principais acontecimentos da Idade Antiga. Vidas Lusófonas Arte
Egipcia Museu
de Nova York. Cenas
do Egito Antigo Historia
do Egito Antigo(pintura, arquitetura, escultura). Arte egipcia. Vida dos egipcios
atraves de obras artisticas.
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:: Enviado por E G Í P C I O HaTsEpSuT- 20:28:11 ::
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Egípcios
Como assinalou o historiador grego Heródoto, no século V a.C.,
"O Egito é uma dádiva do Nilo." Desde os primeiros momentos
de sua história, os egípcios criaram uma sociedade baseada no
aproveitamento das águas do Nilo para a agricultura, mediante
a construção de obras hidráulicas capazes de regular sua vazão
anual. No plano institucional, configuraram um rígido e hierárquico
sistema político que se manteve, com pequenas mudanças, durante
Origens. Os muitos estudos de egiptologia revelaram que o povo
egípcio antigo resultou da fusão de vários grupos de origem africana
e asiática, e permitiram distinguir três tipos principais: um semítico
dolicocéfalo, de estatura mediana; outro semítico-líbio, braquicéfalo,
de nariz recurvado; e um terceiro, mediterrâneo, braquicéfalo, de nariz
reto e curto. Da mistura desses grupos resultou um povo de lavradores,
no vale do Nilo, que absorveu progressivamente os estrangeiros invasores.
Até o século XIX, as únicas fontes utilizáveis sobre as dinastias do Egito
eram os relatos dos autores clássicos, de épocas posteriores aos
acontecimentos por eles descritos. Somente em 1821, com a decifração
da escrita hieroglífica, por Champollion, é que se pôde proceder à leitura
de inscrições, que iluminaram mais de três mil anos da história da humanidade.
O período histórico da civilização egípcia começou por volta de 4000 a.C.
Os primitivos clãs haviam sido transformados em províncias ou nomos, e
seus chefes elevados à dignidade real. Mais tarde foram agrupados em dois
grandes reinos: um ao norte, cujo primeiro rei-deus foi Horus, e outro ao sul,
que teve Set como primeiro rei-deus. Por volta do ano 3300 a.C., segundo a
tradição, o reino do sul venceu o do norte. Quando as dinastias humanas
sucederam às dinastias divinas, Menés, personagem lendário e apontado
como unificador do Egito, se tornou o primeiro faraó. A capital era, segundo
alguns autores, Mênfis, e segundo outros, Tinis, nas proximidades de Abidos.
Menés é identificado como Narmeza (Narmer), representado, num relevo de
Hieracômpolis, com as duas coroas dos reinos unificados.
Dinastias. As escavações realizadas em Abidos, Saqqara e localidades
próximas trouxeram informações sobre as primeiras dinastias, denominadas
tinitas por terem a capital em Tinis. Neste período houve um aumento da
prosperidade econômica do país, incrementado pelas expedições à costa
do mar Vermelho e às minas de cobre e turquesa do Sinai.
Com a III dinastia, iniciada em 2650 a.C., a capital foi trasladada para Mênfis
e os faraós iniciaram a construção das pirâmides, grandes túmulos reais.
Inicia-se então o chamado Antigo Império, que vai até a VIII dinastia.
Erguem-se as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, faraós da
IV dinastia, e a esfinge de Gizé. A arte egípcia já se apresentava com
todas as suas características, nessa época de maior esplendor da civilização
egípcia. O território se estendeu até a segunda catarata do Nilo, e realizaram-se
expedições à Núbia e à Líbia. Aumentou o comércio marítimo no
Mediterrâneo oriental e se iniciou a exploração das minas de cobre
do Sinai, das pedreiras de Assuã e do deserto núbio.
A VI dinastia realizou expedições à península do Sinai e sob Pepi II
multiplicaram-se as imunidades concedidas aos nobres. Os chefes dos
nomos se tornaram mais independentes e desapareceu o poder
centralizador do faraó. Após longa fase de lutas internas, que marcaram
o fim do Antigo Império, o Egito entrou em decadência. No século XXII a.C.,
os príncipes de Tebas afirmaram sua independência e fundaram a XI dinastia,
dos Mentuhoep, dando início ao Médio Império, que durou de 1938 a c. 1600 a.C.,
com capital em Tebas.
Restaurou-se e consolidou-se o poder real. Sobressaíram na XII dinastia, também
tebana, Amenemés I, Sesóstris I e Amenemés III, que colonizaram a Núbia e o
Sudão, intensificaram o comércio e as relações diplomáticas e fizeram respeitar as
fronteiras egípcias. O segundo período intermediário, que abrange da XIII à XVII
dinastia, entre c. 1630 e 1540 a.C., é de história obscura. Por falta de fontes é
impossível analisar o conjunto de causas determinantes da decadência do estado
tebano. Sob a XIV dinastia ocorreu a invasão dos hicsos. Os monarcas da XVII
dinastia abriram luta contra eles e ferimentos encontrados na múmia de Seqenenre
parecem indicar sua morte em combate.
Ahmés ou Ahmose I assumiu o comando, expulsou definitivamente os hicsos e fundo
u a XVIII dinastia. Iniciou-se então o mais brilhante período da história egípcia, o chamado
Novo Império, entre 1539 e 1075 a.C., que abrange também a XIX, a XX e a XXI dinastias.
Como grandes conquistadores, sobressaíram Tutmés I e III, da XVIII dinastia, Ramsés II
(XIX dinastia), Ramsés III (XX dinastia) e Iknaton, Akenaton ou Amenhotep IV
(XVIII dinastia), por sua reforma religiosa.
Após cerca de trinta anos de paz interna, o Egito, rico e forte, pôde entregar-se
às novas tendências imperialistas. Tornou-se um estado essencialmente militar
e por 200 anos dominou o mundo então conhecido. Alargaram-se as fronteiras do
país, da Núbia até o Eufrates. Os príncipes da Síria, Palestina, Fenícia, Arábia e
Etiópia pagaram-lhe tributos. O tratado firmado em 1278 a.C. com Hattusilis III
terminou com a secular guerra com os hititas. O luxo e o poder econômico refletiram-se
nas grandes construções desse período. Com Ramsés XI findou o Novo Império.
Rebentaram guerras civis e o Egito entrou em decadência, perdeu territórios e
sofreu invasões.
Por volta de 722-715 a.C., uma dinastia etiópica, com capital em Napata, restaurou
parcialmente a unidade nacional. Em 667 a.C., Assaradão invadiu o Egito e ocupou
Mênfis. Em 664 a.C., Assurbanipal tomou e saqueou Tebas. Os egípcios, comandados
pelos chefes do delta, reagiram e em 660 a.C., Psamético I, fundador da XXVI dinastia,
expulsou os assírios. O Egito voltou a conhecer nova fase de esplendor, chamada de
renascimento saítico, devido ao nome de sua capital, Saís. Em 605 a.C., Necau II tentou
conquistar a Síria, mas foi derrotado por Nabucodonosor. Em seu governo
concluiu-se o canal de ligação entre o Mediterrâneo e o mar Vermelho e, sob
seus auspícios, marinheiros fenícios contornaram a África.
Em 525 a.C., o último soberano nacional egípcio, Psamético III, foi derrotado
e morto por Cambises, rei dos persas, em Pelusa. O Egito foi incorporado ao
império persa como uma de suas províncias (satrapia). A partir de então, até
Artaxerxes II, reinou a XXVII dinastia persa. A organização social e religiosa
foi mantida e registrou-se certo desenvolvimento econômico. A libertação do
Egito se deu em 404 a.C. Com Armiteu, único faraó da XXVIII dinastia, a
aristocracia militar do delta subiu ao poder. As instituições e a cultura
revigoraram-se sob as XXIX e XXX dinastias. Depois de saquear o país,
Artaxerxes III restaurou a soberania persa, em 343 a.C. O segundo período
da dominação persa terminou em 332 a.C., quando Alexandre o Grande da
Macedônia, vitorioso, entrou no Egito, após derrotar Dario III.
Período macedônio ou ptolomaico. Nesse período, que vai até o ano 30 a.C.,
Alexandre foi recebido como libertador e fez-se reconhecer como "filho de Amon",
sucessor dos faraós, prometendo respeitar as instituições e restaurar a paz,
a ordem e a economia. Lançou as fundações da cidade de Alexandria. Com
sua morte em 323 a.C., o controle do Egito passou a um de seus generais,
Ptolomeu, que a partir de 305 a.C. iniciou a dinastia dos lágidas. Dentre
seus herdeiros destacaram-se, inicialmente, Ptolomeu Filadelfo, cujo reinado
durou de 285 a 246 a.C. e se notabilizou pela expansão comercial, a construção
de cidades, e a criação de um museu e da biblioteca de Alexandria; sucedeu-lhe
Ptolomeu Evérgetes, que reinou de 246 a 222 a.C. e impulsionou as letras e a
arquitetura; e finalmente Ptolomeu Epífano,
coroado em 196 a.C., que foi homenageado com a redação do decreto da pedra
de Rosetta, em 204 a.C.
Atacado por reinos helenísticos, o Egito colocou-se sob proteção romana, com
submissão cada vez maior. Seguiram-se vários e cruéis reinados dos lágidas,
até Ptolomeu Auletes que, com apoio romano, permaneceu no poder até 51 a.C.,
quando foi expulso pelos egípcios. Sua filha Cleópatra VII desfez-se, sucessivamente,
de dois irmãos e apoiou-se no imperador romano Júlio César. Com a morte deste,
em 44 a.C., ligou-se a Marco Antônio, mas diante da derrota frente às esquadras
romanas, e do assassinato, ordenado por Otávio, do jovem Ptolomeu César, filho
que tivera com César, suicidou-se em 30 a.C. O Egito foi então transformado em
província romana. Soberanos de direito divino e culto imperial, os lágidas restauraram
os templos, honraram a classe sacerdotal e entregaram a administração aos gregos.
Alexandria, cidade grega por suas origens, comércio e cultura, foi o centro intelectual
e comercial do mundo helenístico.
Período romano-bizantino. Em 30 a.C., iniciou-se o período romano-bizantino. A minoria
romana conservou a organização da época helenística, com base nos nomos (províncias).
O camponês era esmagado por altos impostos e requisições. A indústria e o comércio,
que deixaram de ser monopólio estatal, ganharam impulso e atingiram as mais distantes
regiões. A passagem dos romanos foi marcada ainda pela construção de estradas,
templos, teatros, cisternas, obras de irrigação e cidades. Uma destas foi Antinópolis,
construída por Adriano.
No final do século II da era cristã generalizaram-se os ataques nômades às
fronteiras (Líbia, Etiópia, Palmira) e as perseguições ligadas à expansão do
cristianismo. Após Constantino, começam as disputas religiosas. Em 451 a
adesão da igreja alexandrina ao monofisismo levou à formação de uma igreja
copta, distinta da grega, e dessa forma o que era tido como heresia, por força
das perseguições imperiais, transformou-se na religião nacional egípcia.
Com a divisão do Império Romano verificou-se uma progressiva substituição de
Alexandria por Constantinopla em importância cultural e econômica. No século VI
o declínio econômico era generalizado em todos os setores. E no início do século
VII os árabes foram recebidos como autênticos libertadores.
Período medieval.
Época árabe. No ano 640, com a conquista do Egito pelos árabes, começou
a era medieval, que durou até 1798. O período árabe caracterizou-se por
lutas internas e constante troca de emires. A difusão do árabe e do islamismo
transformou a invasão muçulmana na mais importante de todas as que o Egito
sofreu. De sua história restou o copta, designação apenas religiosa. A princípio
o Egito foi transformado em uma província do califado dos omíadas, de Damasco,
que transferiram a capital para al-Fustat, construída nas imediações da fortaleza
da Babilônia, erguida pelos romanos, no lugar hoje ocupado pela cidade velha do
Cairo. Os omíadas conservaram o sistema administrativo egípcio e seus funcionários,
mas o governo era exercido por um emir, auxiliado por um amil, ou diretor de finanças.
O processo de islamização reacelerou com os abássidas, de Bagdá, cujo poder, no
entanto, enfraqueceu ao longo do século IX.
Época independente. Este período corresponde a quatro dinastias, entre 868 e
1517: os tulúnidas, os ikhchiditas, os fatímidas e os aiúbidas. Compreende ainda
um domínio por parte dos mamelucos.
A dinastia dos tulúnidas dominou de 868 a 905 e foi fundada pelo oficial turco
Ahmad ibn Tulun, que proclamou a independência do país em relação a Bagdá.
Os ikhchiditas governaram independentemente entre 939 e 968, depois de um
breve retorno a Bagdá. Entretanto, um novo poder militar agressivo, oriundo da
Tunísia, se apoderou do Egito, sob a família dos fatímidas, que se consideravam
descendentes do califa Ali e de Fátima, filha de Maomé. Adeptos da doutrina xiita,
governaram entre 969 e 1171. Uma nova capital foi fundada, al-Qahira (Cairo) em
988, e o Egito, organizado como califado, passou a usufruir de notável desenvolvimento
econômico e cultural. Foi fundada a mesquita e a universidade de al-Azhar, em 970,
e o tesouro dos califas passou a incluir a mais valiosa biblioteca do mundo muçulmano
da época.
As disputas internas possibilitaram a intervenção do sultão de Damasco, Nur-al-Din,
por intermédio do general Shirgu e de seu sobrinho Saladino (Sala al-Din Yusuf ibn Ayyub).
Este, feito vizir em 1169, proclamou-se sultão do Egito logo após a morte do califa,
dando início à dinastia dos aiúbidas, que reinaram de 1171 a 1250, e destacaram-se
como grandes administradores. Reconstituíram um grande estado, da Tripolitânia à
Mesopotâmia, dedicaram-se à agricultura de irrigação, ao comércio, às obras militares,
à construção de escolas, hospitais e mesquitas. Lutaram contra os cruzados na Palestina,
porém lutas internas minaram o poder. A crescente influência de oficiais mamelucos
(conjunto de diferentes etnias, tais como turcos, mongóis, curdos etc.), tornou-se preponderante.
Uma milícia de mamelucos bahri, isto é, "do rio", tomou o poder em 1250 sob o
comando de Izz al-Din Ayback. Os sultões mamelucos imperaram no Egito até 1517.
Embora o período fosse de paz e prosperidade econômica, ocorreram tremendas
perseguições a judeus e cristãos. Com os mamelucos, cessou qualquer sucessão
hereditária e o sultão passou a ser eleito pelos emires, o que caracterizou uma
verdadeira oligarquia feudal-militar.
Domínio otomano. Em 1517 Selim I derrotou o último sultão mameluco, Tuman-bei,
e iniciou o período de domínio turco, caracterizado por tirania e instabilidade. No
século XVIII o paxá era figura decorativa e sucediam-se as lutas pelo poder entre
os beis. Foi nessas condições que Napoleão Bonaparte conquistou o Egito, em 1798,
na batalha das Pirâmides.
Religiões do Egito
Até a unificação dos povos do vale do rio Nilo e o surgimento das dinastias dos
faraós (3.000 a.C.), existem no Egito vários grupos autônomos, com seus próprios
deuses e cultos. Durante o período dinástico (até 332 a.C.) os egípcios são
politeístas. Os faraós são considerados personificações de deuses e os sacerdotes
constituem uma casta culta e de grande poder político. O monoteísmo acontece
apenas durante o reinado do faraó Amenofis IV, que muda seu nome para Akenaton,
em homenagem ao deus-sol. As pirâmides e os templos são alguns dos registros
da religiosidade do povo egípcio, da multiplicidade de seus deuses e do esplendor
de seus cultos.
Divindades egípcias - A principal divindade é o deus-sol (Rá). Ele tem vários nomes
e é representado por diferentes símbolos: Atom, o disco solar; Horus, o Sol nascente.
Os antigos deuses locais permanecem, mas em segundo plano, e as diferentes cidades
mantêm suas divindades protetoras. Várias divindades egípcias são simbolizadas por
animais: Anúbis, deus dos mortos, é o chacal; Hator, deusa do amor e da alegria, é
a vaca; Khnum, deus das fontes do Nilo, é o carneiro e Sekmet, deusa da violência e
das epidemias, é a leoa. Nas últimas dinastias difunde-se o culto a Ísis, deusa da
fecundidade da natureza, e Osíris, deus da agricultura, que ensina as leis aos homens.

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terça-feira, 18 de maio de 2004
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QUEM IA PARA O PARAÍSO DOS EGÍPCIOS
Os egípcios passavam a vida se preparando para morrer. Por um lado faziam oferendas aos seus deuses, aprendiam rituais que os fariam passar para o paraíso, se preparavam intensamente para o rito da passagem que ocorreria quando morressem. Por outro lado cultuavam Mâat. A deusa da justiça no mundo dos mortos e o conceito de agir correta e solidariamente durante todos os momentos e em todas as ações da vida mostravam o caminho que o egípcio deveria seguir para um dia poder passar para o paraíso.
Segundo Jan Assmann (1999), é num manuscrito do Reinado do Meio, em torno de 1700 AC. que podemos achar um verdadeiro tratado sobre Mâat. Chamado de "L'Oisien" , ou "O lamento do camponês", conta a história do confronto de um habitante de um oásis com o mundo sofisticado dos faraós. E tem um verso que clareia o conceito Mâat: " Não existe ontem para o preguiçoso, nem amigos para aquele que é surdo para a Mâat, nem dia de festa para o ávido". Na primeira frase o preguiçoso se perde no tempo. Na segunda o que não ouve, não escuta solidariamente, não tem solidariedade comunicativa, se perde nas relações sociais. Na terceira mostra a infelicidade da avareza, da avidez. Para o preguiçoso, o insensível e o ávido o camponês receita a solidariedade ativa, intencional, uma espécie de altruísmo seguindo uma prescrição consciente.
A cobiça, a avidez, é o polo oposto à solidariedade. Então, 3 coisas confrontam Mâat: a preguiça, a insensibilidade e a avidez. O mentiroso, segundo o oasiano, tem más viagens, se perde, quando fica rico não tem filhos para herdar sua terra. " Dar o pão ao faminto, vestes ao homem nú, um barco a quem não tem, um caixão a quem não tem filhos; dizer o bem, repetir o bem, jamais falar mal de um pessoa, julgar os litigantes à sua satisfação, salvar o miserável do poderoso", diz o habitante dos oásis. O correto é uma solidariedade total, de alto a baixo, uma ética de segurança e de proteção, que se acha na Bíblia e no Corão, e que é muito diferente da ética da razão, que necessita de uma solidariedade horizontal, uma aquisição intelectual mais recente.
Ao morrer o egípcio passava por um processo de justificação, ou seja, ele precisava ser declarado "justo", uma pessoa que tinha dito a verdade frente ao tribunal que decidia quem ia para o paraíso e para o inferno. Nos tempos mais antigos o justo triunfava, tinha então o direito e o poder de triunfar frente a seus adversários. Mas o conceito de julgamento dos mortos se desenvolveu para uma despersonalização, o indivíduo não se defrontava mais com adversários, e sim com a própria Mâat, na imagem da pesagem do coração do morto contra a pena de avestruz de Mâat. No Império Novo, em 1200 AC, no Paraíso não havia terror, querelas, as pessoas não conheciam mais a inimizade. Aos poucos, vai se juntando ao processo de justificação um conceito de imortalidade, que juntos lembram muito a tradição judaica-cristã. São Paulo, no Novo Testamento, escreve " O justo viverá e passará seu julgamento pela sua fé". Na verdade ele repete uma citação da profecia de Habacuc: " O justo viverá por sua fidelidade". Mâat não se referia a deus ou a nenhuma entidade transcendental, e sim a ela própria. O egípcio não precisava amar a Deus, e sim ser amado pelos outros. Não tinha que ganhar a confiança de Deus e sim dos outros. Confiança, constância, fidelidade, tinham a ver com a própria sociedade, enquanto que em Israel os justos passavam ao paraíso pela sua confiança em Deus. Esta constância fazia com que o egípcio tivesse só um lema, enquanto que o hebreu ou o grego tinham dois. Mâat incluía os conceitos de verdade-confiança-fidelidade-estabilidade por um lado e o de justiça pelo outro. Nunca para passar no julgamento o egípcio precisava da confiança em um deus, Ra ou Osíris, mas sim, ele precisava da confiança que ele próprio havia merecido pela sua solidariedade com os outros e sua solidez.
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ÍSIS E OSÍRIS
Seth governava toda a terra vermelha do Alto Egito. Nestas terras o antílope saltava e, meio a vegetação escassa, cães selvagens percorriam a areia fria sob o clarão da lua lua e javalis revolviam com o focinho, o chão entre as rochas. Ali os homens se agrupavam, banhando-se no sangue vermelho da caça, cobriam a cabeça com peles de animais e se escondiam das rajadas de areia. Seth casou-se com a sua irmã Neftis, mantendo a tradição iniciada pelos seus antecessores divinos. Mas Neftis não ficara satisfeita com o matrimônio, porque ela amava Osiris.
A raiva de Seth afastava-o cada vez mais do conforto da esposa. Ele deixava Néftis muito tempo sozinha. Todas as noites ela entrava furtivamente no jardim do palácio de Ísis e Osíris para ter o consolo de estar perto dos irmãos, para ouvir os belos cantos de Ísis.
A cada dia que passava, Néftis procurava tornar-se mais parecida com Ísis. Fazia pequenas tranças em seus cabelos perfurmava-os com óleo de Lótus e a pele com cinabre. Pediu à Heket, a deusa-rã, guardiã das transformações para que todos a confundissem com sua irmã.
Vestida como Ísis, chegou sozinha ao jardim do palácio onde sentou e chorou e bateu no peito. Foi ali que Osíris a encontrou, triste e bela. Confundindo-a com sua irmã e esposa, Osíris deitou-se com ela.
A barriga da deusa Néftis ficou dura e redonda, e para que Seth não desconfiasse de sua gravidez, ela se trancou no quarto e impedia que qualquer um viesse visita-la. Foi então que, certa noite sob a lua cheia, Néftis deixou o palácio e seguiu para o deserto. Lá, agachada entre as rochas, sozinha, em meio ao uivos dos lobos ela deu a luz a um menino. Não pôde, contudo, leva-lo para casa, temendo que Seth matasse a ambos. Assim, deixou o menino no deserto coberto apenas por um cobertor.
Pela manhã, ao trazer a bandeija com leite e frutas, a criada notou que a barriga de Néftis estava mole, não ouvindo choro de criança, pererbeu logo o que acontecera. Correu até o rio para avisar Ísis. Embora a criada não o dissesse, Ísis pôde ver a criança em seus olhos, e percebeu que era o filho de Osíris - o único filho de Osíris vivo.
Ísis chamou alguns galgos que, farejando, encontraram a criança. A deusa o banhou no rio e o protegeu com feitiços, levando-o para o palácio e criando-o como se fora seu próprio filho.
Como Ísis não tinha leite, deu a criança para um dos galgos femeas que acabara de dar à luz, para que esta o amamentasse. A criança, que fora chamada Anúbis ("o iniciador do dia"), cresceu forte e com instintos caninos.
A VINGANÇA DE SETH
Seth continuou remoendo sua raiva e passou boa parte do tempo no deserto reunindo sua tribo de 72 companheiros. Entre eles estava Aso, a rainha da Etiópia, uma bela feiticeira cujos poderes, dizia-se eram tão grandes quanto os de Ísis. Foi Aso que, em sonho, entrou no quarto de Ísis e Osíris e anotou as medidas exatas do corpo do deus-homem.
Nesta época Osíris providenciou uma grande festa em comemoração aos 28 anos de sua chegada ao Egito. Sabendo da festa, Seth elaborou um plano. Modelou uma bela caixa de cedro do tamanho e formato de um homem, revestiu-a com folhas de ouro e a enfeitou com pedras de turquesa.
Em meio à comemoração, chegou Seth e seus 72 companheiros vestidos com peles de animais, enquanto todos bebiam e dançavam no palácio, Seth trouxe seu presente e anunciou que, a caixa seria dada à quem coubesse deitado dentro dela. Os convidados provaram a caixa, um a um , mas nenhum dava o tamanho adequado, - Todos eram menores que a caixa - de maneira que chegou a vez de Osiris e ele sim, preenchia completamente o buraco da caixa, visto que Seth já a havia confeccionado com as medidas exatas obtidas por Aso.
Os 72 conspiradores correram em direção do esquife, fecharam a tampa e a pregaram; depois soldaram as beiradas com chumbo derretido. Osíris gritou e se debateu para sair, mas sem resultado. Depois lançaram o rei, em seu esquife, ao Nilo e o rio arrastou a caixa e a sua carga para o mar.
A BUSCA DE ÍSIS
Ísis saiu em perseguição do baú por vários meses e, suja e rasgada da dura jornada que a fez atravassar vários países, chegou finalmente a Biblos, na costa da Síria, onde se dizia que o esquife se desviara para a terra. Lá lhe contaram que, quando o caixão tocou a terra pela primeira vez, subitamente brotou uma tamargueira que prendeu em seu tronco a arca. Já dentreo do caixão, agora na árvore, Osíris estava duplamente aprisionado.
Ísis, então, foi a procura da árvore. Vários dias se passaram até que ela o encontrou e ali ficou em vigilha.
Por fim, Melcader, um rei sírio, e seu exército passaram por ali. O rei admirou tanto a altura e a largura e o vigor da árvore que decidiu por derruba-la e transforma-la em uma coluna central de seu palácio. De nada adiantaram os gritos de Ísis, os soldados do rei afastaram-na e derrubaram a árvore levando-a com eles.
Ísis, porém, seguiu o rastro do veículo e chegou, depois de caminhar por várias semanas, e por fim, chegou ao palácio. Quando Ísis viu a coluna central do palácio, ergeu suas longas asas e mostrou sua verdadeira face de deusa para o rei Melcader e a rainha Astarte.
Comovidos com a história que Ísis lhe contara e com o sofrimento que passara, os reis Melcader e Astarte derrubarama coluna e cortaram a madeira que envolvia o caixão. Em retribuição Ísis passou um tempo na casa dos reis para cuidar de seus filhos e lançar-lhes feitiços de proteção e de cura.
Os filhos e filhas do rei e da rainha siria tanto se apegaram a deusa que, quando ela partiu, o filho mais velho do casal real, Maneros, partiu com Ísis em sua longa jornada de volta ao Egito.
Depois de muito tempo no mar, finalmente o barco com Ísis chegou ao Egito (em Abidos, terra dos mortos). Maneros, filho mais velho de Melcader, não resistiu a viagem e morreu sem nunca pisar nas terras de Ísis, sua amada.
Abrindo o caixão, Ísis dançava e chorava lamentando a morte do irmão, do amado, do marido. Enquanto dançava e cantava seus cantos de amor, os grandes portões do Céu se abrirram, e as estrelas circulantes giraram tecendo um novo destino para Osíris, fazendo para ele uma nova coroa de rei.
Os deuses comovidos ressusitaram Osíris que deitou-se por mais uma noite com sua amada. Seu corpo, porém, ainda fraco pela morte sofrida, não era mais como antes e por isso Ísis escondeu o corpo fraco do irmão em um emanharado de rochas, um labirinto de pedras brancas. Então deixou-o ali apenas por uma noite e apressou-se em procurar Anúbis e Néftis para ajuda-la a Salvar Osíris.
Seth, senhor da noite e das trevas, caçava javalis por perto de Abidos sob a luz do luar. Armado de Arco e flechas e com sua inseparavél adaga, Seth aguçou a audição e farejou o vento. Setiu um odor familiar e foi conferir o que era e logo chegou ao local onde Osíris estava guardado.
Furioso o deus Seth golpeou, com sua adaga, várias vezes o corpo do irmão, separou a cabeça do corpo. Cortou fora os braços, as pernas e o pênis. Arrancou um por um os ossos das costas. Esquartejou o irmão como um animal morto e enfiou os pedaços num saco e atirou nas águas do Nilo.
Sentindo o cheiro da morte, Anúbis avisou Ísis e Néftis e, juntos, correram até o rio. Ali, nas margem do Nilo, em Abidos, as deusas avistaram a cabeça cortada de Osíris.
Ísis, no entanto, não estava disposta e entregar seu amadi irmão à morte mais uma vez, pois ela já sabia estar grávida e queria que Osíris também o soubesse. Numa caverna próxima, Ela Anúbis e Néftis esconderam a cabeça de Osíris e decidiram que, juntos, iriam percorrer todo o Nilo, desde o Alto Egito até o Mar, à procura dos pedaços do deus morto, para que pudessem faze-lo reviver novamente. Porém seria impossível reunir todas as partes do Corpo de Osíris. Um peixe, vendo o pênis do deus boiar sob as águas azuis do Nilo, abocanhou o órgão gerador de Osíris e mergulhou para o fundo do rio. Sobeck, o deus crocodilo, viu tudo, e para proteger as deusas na jornada infrutívera, seguiu a embarcação que era guiada por Anúbis. Em cada cidade onde eram encontradas partes de Osíris, eram erguidos grandes templos em sua homenagem, Assim Ísis protegia os fragmentos do marido e confundia Seth, pois esse acreditava que Ísis deixara os pedaços em algum lugar dentro dos templos.
Quando finalmente todas as partes de Osíris, exceto o falo, foram encontradas, Ísis, Néftis e Anúbis voltaram para Abidos. o deus Toth foi o único a ve-los deixar o barco e entrar na caverna onde jazia a cabeça de Osíris, ele, comovido, desceu até a Terra e juntou-se ao grupo na empreitada de ressuscitar o seu irmão, qual ele mesmo ajudou a nascer.
Como o peixe engolira o pênis de Osíris, Ísis fez outro de cedro e ouro, e dizendo palavras de poder, a deusa tentou ressuscita-lo. Não adiantou. Toth, o deus escriba, senhor da inteligencia, o deus lua, chamou Anúbis para ajudá-lo em sua tarefa: juntaram tiras de linho, encheram Osíris de flores e óleos, amarraram as tiras e ataram com cordões. Osíris fora aniquilado e agora duma vez. Osíris agora iria reinar o reino dos mortos e ali lutaria contra Apófis.
ÍSIS APRISIONADA
Certa manhã, quando Ísis e Néftis ofereciam pão ao Ka (a alma que cria e preserva a vida) de Osíris, foram capturadas pelos homens de Seth e amarradas como escravas. Seth levou Ísis para uma caverna escura e ali a trancou, ao seu lado colocou uma roca e novelos de linho, deu-lhe um cadável como marido e obrigou-a a trabalhar dia e noite, fiando e costurando, sem descanso. A lua no céu crescia e minguava, e a barriga de Ísis ficava cada dia mais redonda.
Toth, que também conhecia o tempo, começou a se preocupar com o aprisionamento da irmã e, com o propósito de liberta-la, enfiou sua esposa Seshat (deusa que registra o destino dos humanos) e Maát (deusa da verdade e justiça) disfarçadas de tecelãs. Num gesto abrirram passagem para vários escorpiões que, com suas tenazes cortaram as cordas que amarravam a deusa. Aqueles que tentaram detê-la, os escorpiões matavam com picadas fatais, os capagas de Seth morreram um a um cor a dor do veneno.
Ísis caminhou do planalto arenoso até o delta e caindo em meio a touceira de papiro foi parteira de si mesma. Nascia Hórus, o menino dourado, o deus falcão.
Com a presença devota da sua mãe, Hórus, foi educado no maior dos segredos, preparando-se com esmero e paciência. Porém, o sucessor do rei assassinado, ficou com Ísis apenas nos seus primeiros cinco anos de vida. Abendo que não podia ficar no Delta, pois Seth já sabia do nascimento de Hórus, Ísis, como mãe propetora, partiu para os confins do Egito deixando seu filho aos cuidados da deusa-naja Renenutet. Assim Seth nunca encontraria o filho de Osíris, pois chamais acreditaria que uma mãe tão devotada como Ísis deixaria seu filho aos cuidados que outra pessoa ou deus.
:: Enviado por E G Í P C I O HaTsEpSuT- 23:24:35 ::
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DEUSES
Os deuses têm muito em comum com os homens: podem nascer, envelhecer, morrer: possuem um corpo que deve ser alimentado, um nome, sentimentos. No entanto, estes aspectos muito humanos escondem uma natureza excepcional: seu corpo, composto de matérias preciosas, é dotado de um poder de transformação, suas lágrimas podem dar nascimento a seres ou minerais. Os poderes dos deuses são sempre comparados a algumas propriedades dos elementos da natureza ou dos animais, o que dá lugar a representações híbridas às vezes espantosas.
Para representar os deuses, todas as combinações são possíveis: divindades totalmente humanas, deuses inteiramente animais, com corpo de homem e cabeça de animal, com o animal inteiro no lugar da cabeça (o escaravelho, por exemplo) ou com cabeça humana. A esfinge, imagem do deus-sol e do rei, é um leão com cabeça humana. Há animais comuns a muitas divindades (o falcão, o abutre, a leoa) e outros que são característicos de apenas uma (íbis de Thot, o escaravelho de Khepri).
Os egípcios mumificavam e enterravam seus animais domésticos. Sobretudo em uma data relativamente tardia, no decorrer do 1° milênio A.C. os egípcios sacrificavam animais para mumificá-los e amontoá-los aos milhares em cemitérios especiais. São, provavelmente, ex-votos que os devotos compraram dos sacerdotes para oferecer a seu deus seu animal preferido. O culto dos touros sagrados é muito mais antigo: um animal único torna-se uma manifestação terrestre do deus. Ele tem direito a um enterro com grandes pompas.

:: Enviado por E G Í P C I O HaTsEpSuT- 23:23:15 ::
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O LIVRO DOS MORTOS
O Livro dos Mortos era uma coleção de feitiços, hinos e orações que pretendiam afiançar a passagem segura e curta do falecido ao outro mundo.
O pergaminho de Nevolen relata o transporte da alma até Osíris: um barco leva o esquife negro, que contém a múmia do defunto, e os canopus; Ísis está próxima à cabeça e Neftis dos pés da múmia, ambas vestidas de vermelho. Após Anúbis receber o ataúde, a alma se ergue e começa a adorar os quatros gênios do Oriente, as aves sagradas e Amon. Então, a alma é introduzida no Tribunal de Osíris.
O papiro de Nes-min mostra o que acontece com a alma após entrar no Tribunal de Osíris, o deus dos mortos, que determina o mérito do defunto para entrar na próxima vida, avaliando suas ações no plano terrestre.
O coração do defunto está sendo pesado na balança da deusa Maat, que representa a verdade e a justiça. O deus-chacal, Anúbis, dá um voto a favor do defunto, restabelecendo o equilíbrio, enquanto isso, o deus-falcão, Hórus olha para o deus-íbis Thoth, o secretário dos deuses, dando o veredicto favorável para o morto.
O defunto eleva suas mãos em júbilo, acompanhado pela deusa Maat. Em sua frente está Ammit, um monstro com partes de hipopótamo, crocodilo e leão, que o teria aniquilado caso o julgamento fosse desfavorável.
A alma do morto, ao comparecer ao Tribunal de Osíris, deveria recitar a seguinte oração para cada um dos quarenta e dois deuses presentes no tribunal:
"Glória a Ti, Senhor da Verdade e da Justiça! Glória a Ti, Grande Deus, Senhor da Verdade e da Justiça! A Ti vim, meu Senhor, e a Ti me apresento para contemplar as Tuas perfeições. Porque Te conheço, conheço Teu nome e os nomes das quarenta e duas divindades que estão contigo na sala da Verdade e da Justiça, vivendo dos despojos dos pecadores e fartando-se do seu sangue, no dia em que pesam as palavras perante Osíris, o da voz justa: Duplo Espírito, Senhor da Verdade e da Justiça é o Teu nome. Em verdade eu conheço-vos, senhores da Verdade e da Justiça; trouxe-vos a verdade e destruí, por vós, a mentira. Não cometi qualquer fraude contra os homens; não atormentei as viúvas; não menti em tribunal; não sei o que é a má fé; nada fiz de proibido; não obriguei o capataz de trabalhadores a fazer diariamente mais que o trabalho devido; não fui negligente; não estive ocioso; nada fiz de abominável aos deuses; não prejudiquei o escravo perante o seu senhor; não fiz padecer de fome; não fiz chorar; não matei; não ordenei morte à traição; não defraudei ninguém; não tirei os pães do templo; não subtrai as oferendas aos deuses; não roubei nem as provisões nem as ligaduras dos mortos; não auferi lucros fraudulentos; não alterei as medidas dos cereais; não usurpei terras; não tive ganhos ilegítimos por meio de pesos do prato da balança; não tirei leite da boca dos meninos; não cacei com rede as aves divinas; não pesquei os peixes sagrados em seus tanques; não cortei a água em sua passagem; não apaguei o fogo sagrado; não violei o divino céu nas suas oferendas escolhidas; não escorracei os bois das propriedades divinas; não afastei qualquer deus ao passar. Sou puro! Sou puro! Sou puro!"
Para os egípcios, todo ser humano possuía várias almas (Ba, Akh, etc.) e um Ka, uma espécie de corpo etéreo. Quando um homem morria as suas várias almas libertavam-se e assumiam a forma de um pássaro com cabeça humana. Para os eleitos (faraós, hierofantes, nobres, etc.) acreditava-se que as almas viravam as estrelas do céu.
O Ka, entretanto, ficava próximo ao corpo, visitando-o regularmente nas tumbas mortuárias. Se o corpo fosse destruído pela decomposição, seu Ka também o seria. A idéia da mumificação está ligada a essa crença, ou seja, conservar o corpo do morto para que seu Ka continuasse intacto.
Para que o Ka, ao voltar a sepultura, não ficasse sem o corpo, eram colocadas estátuas de madeira simbolizando o morto. Além disso, era preciso mantê-lo com ofertas de alimentos, de roupas e de tudo o que pudesse servir-lhe para continuar vivendo.
MUMIFICAÇÃO
Para os egípcios, assim como hoje em dia, a morte era considerada uma coisa horrível e temível. Todos diziam quando um egípcio morria ele iria ser julgado por Anúbis, Thoth e Osíris e que ninguém deixava de entrar no além. Mas a verdade é que ninguém tinha certeza do que acontecia depois da morte. Por isso eles se enterravam com suas coisas, como bebidas, comida, objetos pessoais, etc. Os egípcios acreditavam que depois de algum tempo morto eles iriam reencarnar outra vez no mesmo corpo que usaram na vida anterior. Por isso eram tinham esse costume de mumificar pessoas, às vezes até animais. A mumificação foi criada a partir da observação da natureza. Eles perceberam que quando um corpo era deixado nas areias do deserto, ou seja num clima seco os corpos se dessecavam e sem nenhuma corrupção visível. Na mumificação os egípcios tiravam o cérebro pelo nariz. A mumificação de um rico era basicamente o seguinte: se retira o cérebro pelo nariz, e também se retira as suas víceras, além de fazerem incisão no flanco. Depois se enche o ventre de mirra e arómatas e recobrindo-o de natrão durante 70 dias. No fim, lavam o morto e envolve o morto em ligaduras de linho e se coloca alguns amuletos para ajudar o morto na sua vida após a morte. Já os pobres não tem nada disso, alguns nem caixão. Eles são enterrados na terra enrolados apenas numa pele de animal ou então numa simples esteira. O natrão é um espécie de sal que aflora naturalmente o solo. Quando é usado em um corpo desidrata esse corpo, mas não o decompõe, apenas emagrece muito o corpo. Pode se usar natrão em cristais, só que o efeito é maior.O sarcófago só era enterrava ricos porque nenhum pobre conseguia um. O sarcófago tinha a função de proteger o corpo mumificado e com suas inscrições, auxiliar o morto a ter um boa vida no além. Na parte de dentro da tampa desenhavam a deusa Nuth a deusa do céu. Os sarcófago podiam ser de cerâmica, de pedra, de madeira e até de cana. Podiam ser retangular avoíde ou na forma mais conhecida, na forma humana.
Alguns operários trocavam serviços para poderem ter seu túmulo. Como uma cavava o túmulo de qualquer um que pintasse sua tumba. Os túmulos eram construídos nos limites da cidade. Era construída uma capela com uma porta em forma de uma pequena pirâmide, onde se rezava pelo morto e dava-se oferendas para ele. Faziam a sepultura bem pequena, sob a terra. Elas tinham uma linda decoração feitas pelos melhores artesãos alguns eram enterrados ali mesmo.A sepultura era considerada a casa do morto e era dividia em 2 partes uma acessíveis aos vivos (Uma capela e um pátio a céu aberto) e outra para o morto (o túmulo, que protegia o morto de qualquer desgraça e onde se colocava o mobiliário funerário que era indispensável). Eram pintadas as cenas da vida do morto no seu túmulo, como o morto numa refeição, com suas esposas entre outras coisas.
Os Livros Funerários geralmente são feitos em papiros. Eles tem a função de fazer o morto nascer em um novo dia. É ele que ajuda o morto a ter uma eternidade tranqüila, e também de serem aceitos pelos deuses. Para isso o morto deve se lembrar de seu nome e ter um coração leal. O morto tem que enfrentar diversas ameaças, como, decapitação, alimentar-se de imundices, animais agressivos, captura em uma rede, entre outras coisas. O desejo de todo morto e não ter sua alma arrancada de seu corpo, conhecer a topografia do além e conhecer os espíritos que estão lá.
Acredita-se que os antigos egípcios foram os primeiros a praticar o embalsamamento, método pelo qual um corpo morto é preservado de forma artificial, para retardar o processo de decomposição. Os egípcios acreditavam que era necessário preservar o corpo para permitir a sobrevivência da alma. Os métodos antigos de embalsamamento incluíam imersões do cadáver em carbonato de sódio e injeções de substâncias naturais, tais como ervas balsâmicas, em suas cavidades. Depois envolviam o cadáver com bandagens criando uma múmia. Hoje, os embalsamadores utilizam substâncias químicas preparadas para preservar um corpo até o funeral e para prevenir a propagação de infecções."Múmia" vem da palavra árabe "mummiya", que significa "piche", uma substância preta, grudenta, provavelmente feita de resina de árvores, utilizada para embalsamamento. Natrão, uma mistura de sais, era usada para secar o cadáver. Durante o Renascimento, pessoas consumiam múmias moídas acreditando que tinham poder de cura. No século XVII, médicos ingleses adoravam dissecar múmias para os alunos. Às vezes esses médicos precisavam usar um formão para separar a múmia de seu envoltório.Os antigos egípcios acreditavam em magia , e que até mesmo múmias podiam ser afetadas por ela. Segundo uma cerimônia registrada no Livro dos Mortos, era possível trazer uma múmia ou estátua de volta à vida. Bastava levantar a perna de um touro na direção dela e tocar seu rosto com a lâmina de uma faca em formato de rabo de peixe.
Como fazer uma múmia:
1. Ponha o cadáver na mesa e lave-o com um preparado de zimbro.
2. Faça um corte no abdome e retire os órgãos de tecido macio, como intestinos, estômago e fígado.
3. Alcance o diafragma e retire o coração e os pulmões. Prepare-os separadamente, fora do corpo.
4. Lave o tórax e o abdome com vinho de palmeira e seque com um pano.
5. Retire os olhos usando os dedões.
6. Enfie um gancho de bronze por dentro do nariz do cadáver e gire para liquefazer o cérebro.
7. Assopre pelo ouvido para tirar os sucos cranianos através do nariz.
8. Lave a cavidade do cérebro com uma mistura líquida de ervas e temperos. Escoe o cérebro para fora do crânio, chacoalhando-o, depois inclinando o corpo.
9. Enfie dois rolos de pano impregnados com óleos perfumados nas narinas.
10. Ponha sal e outros ingredientes secantes dentro do abdome e no corpo todo. Espere dois meses ou mais para o corpo secar.
11. Encha o corpo seco com uma mistura de plantas, e ponha o coração e os pulmões de volta na cavidade do peito. A pele também pode ser recolocada se desejado.
12. Embrulhe cuidadosamente em velas de lona, panos ou qualquer material adequado. Enterre para sempre.
A mumificação era muito importante para os antigos egípcios. Eles acreditavam que a preservação do corpo garantia a passagem à vida após a morte. Se o corpo não fosse preservado, a alma não o reconheceria e os dois não
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